As Catacumbas de Paris

Uma semana cheia de posts hein! Essa semana teve post todo dia por aqui, que orgulho de mim hahahaha e pra fechar com chave de ouro essa maratona, o post desta sexta é pra contar sobre um passeio alternativo que fiz quando visitei Paris, na França.

Les Catacombes, como é chamada, me surpreendeu e confesso que eu estava meio com receio de visitar, mas fui na cara e na coragem! rs visitei as catacumbas na minha lua-de-mel (!) em 2012. Normalmente as pessoas visitam os lugares mais turísticos, mais famosinhos e eu costumo procurar sempre os lugares mais diferentes, gosto mais. Aliás, quem quiser o roteiro dessa minha viagem, posso mandar também por email, é só pedir (neste roteiro tem Paris, Normandia e Londres). Muita gente me manda email pedindo o roteiro do México e eu mando com a maior felicidade do mundo! rs

Mas voltando ao assunto macabro das catacumbas, vou contar um pouquinho da história pra contextualizar quem nunca ouviu falar sobre esse lugar. Basicamente se trata de mais ou menos 400km de túneis e cavernas subterrâneas, porém só uma pequena parte está aberta para visitação. Lá estão os ossos de 5 a 7 milhões de pessoas que tiveram que ser transferidas do Les Innocents entre 1786 e 1788 e posteriormente de outros cemitérios ao redor da cidade, devido à super lotação. Os únicos corpos que foram sepultados diretamente nas catacumbas foram os dos combatentes mortos na Revolução Francesa de 28 e 29 de agosto de 1788, na praça do Hôtel de Ville de Paris, de 28 de abril de 1789, na “Manufacture de Réveillon” e de 10 de agosto de 1792, nas Tulherias.

As catacumbas só foram abertas ao público em 1867 e até hoje a entrada é controlada. Só entram 200 pessoas por dia e o local fica aberto das 10h às 20h30, porém o último acesso é às 19h30. Não abre na segunda-feira e nem nos feriados públicos. Quando fui peguei uma fila grande, mas se ajudar (me ajudou), tem uma Paul bem perto! rs e pra quem não conhece, a Paul é tipo uma padaria/confeitaria bem famosa em Paris (e é boa demais também).

Falando da minha experiência em si, foi bem tranquila. Os corredores são estreitos e úmidos, às vezes meio claustrofóbicos, mas nada muito desesperador. A iluminação também não é lá essas coisas e no começo eu me senti meio mal, afinal, são ossos de pessoas que estão lá e você está “visitando” um museu com pessoas mortas. Mas conforme você vai caminhando e entendendo melhor a história, vai se acostumando e no fim, até gosta do lugar. Eu adorei a experiência e super indico pra quem for a Paris.

Já faz um tempo que fui, mas me lembro que saímos por outro lugar, diferente da entrada, e estávamos bem perto do Jardim de Luxemburgo, então aproveitamos pra comprar um lanche no mercado que tinha na mesma rua da saída (acho que era um Carrefour inclusive) e sentamos pra almoçar no Jardim. Isso é muito comum em Paris, acredite! O jardim estava lotado de gente no gramado (tenho até foto, mas mostro no post que vou fazer só de lá).

 

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